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segunda-feira, 13 de junho de 2016

PCdoB usa massacre para atacar Bolsonaro

O PCdoB utilizou uma publicação em sua rede social para associar o massacre na boate LGBT em Orlando ao pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro, que é acusado de proferir declarações homofóbicas e racistas. Na imagem publicada na fanpage do partido lê-se: "MASSACRE EM ORLANDO - A verdade é a seguinte: se o homofóbico Omar Mateen fosse brasileiro, muito provavelmente esta seria sua foto no Facebook", apresentando uma montagem do atirador com o apoio à candidatura de Bolsonaro.
Apesar de sugerir na publicação que Omar Mateen tivesse ideologia partidária de direita, o seu histórico prova o contrário. Segundo informações coletadas pelo Snope.com, Omar Mateen, na verdade, votou em 2006 pelo partido Democrata, o partido de esquerda dos Estados Unidos. O site, por outro lado, ressalta que não há registros da atividade política de Omar Mateen de 2006 em diante. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

PCdoB publica notícia falsa: Jack Nicholson não está apoiando Dilma


No desespero de defender a presidente afastada Dilma Rousseff, o PCdoB e o ex-ministro Orlando Silva publicaram uma notícia falsa nas suas páginas do Facebook. O partido e o ex-ministro disseram que o ator americano Jack Nicholson apoiou Dilma Rousseff em Cannes usando uma camisa da Presidente. Na verdade, a imagem é do elenco do filme brasileiro "Aquarius", que protestou contra o afastamento da presidente durante o festival. O suposto Jack Nicholson é, na verdade, o ator Lula Terra. Jack Nicholson se quer está em Cannes e não aparece em público há mais de um ano. Informações não confirmadas dão conta que Nicholson estaria num estágio avançado de alzheimer. 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

O PT estava intoxicado pelo poder, diz The New York Times

Em três reportagens publicadas na noite de ontem em seu site, o jornal americano The New York Times fez uma análise do atual cenário político brasileiro, analisando, em especial, o Partido dos Trabalhadores. O jornal fez um retrospecto da história do PT,  que, segundo o TNYT, é um dos partidos de esquerda mais duradouros do mundo. Relembrou as origens marxista e sua árdua luta até chegar ao poder. Para o TNYT, o PT sofreu com o Impeachment uma pancada do Senado que deixou o partido paralítico. O Jornal reproduziu a frase do jurista Hélio bicudo que afirmou que o partido teria sido intoxicado pelo poder. Ainda foi criticada a incapacidade do partido em lidar com uma grave crise econômica e "um esquema colossal de corrupção".


 O jornal também fez questão de anunciar que, apesar de vários políticos do partido estarem diretamente ligados a esquemas bilionários de corrupção, ainda não existe nenhum processo contra a Presidente Dilma, mas que o seu antecessor, Lula, tem sérios riscos de ser preso. O jornal concluiu sua publicação dizendo:

"Marcado pela ganância, traição e a busca de poder cada vez maior, a queda do PT do estado de graça tem todos os elementos de uma tragédia de Shakespeare. Sua principal protagonista é o Sr. Lula da Silva, 70 anos, que trabalhou como engraxate antes de conseguir um emprego em uma fábrica de parafuso. A partir daí, ele subiu para a presidência e supervisionou um boom econômico. Universalmente conhecido pelo apelido de Lula, ele era uma figura política improvável cuja sintaxe e retórica esquerdista atingiu em cheio a elite brasileira. Mas em 1998, depois de três lances sem sucesso à Presidência da República, Lula mudou sua estratégia. Ele trocou suas camisetas para ternos costurados e falou de uma mudança revolucionária, dizendo que ele iria honrar os US $ 250 milhões em dívida externa. (...) Para ex-partidários do partido como Idelber Avelar, o ponto de ruptura veio quando o Sr. da Silva começou a formar alianças com chefes de partidos da oposição que não compartilham os ideais do Partido dos Trabalhadores. 
(...) A aliança com aliados comprados quase derrubou o governo de Lula em 2005, quando um esquema de compra de votos que pagava legisladores da oposição por sua lealdade foi exposto pela mídia brasileira. Lula resistiu ao escândalo e foi reeleito em 2006, mas ele estava substancialmente enfraquecido pela crise e foi forçado a entrar em ainda mais alianças para manter o seu apoio no Congresso. 
Aparentemente impune com o escândalo de compra de votos, o Partido foi secretamente se envolvendo em um esquema de propina enorme com executivos da Petrobras, a gigante estatal de energia. Os arranjos envolviam a lavagem de bilhões de dólares desviados ao Partido dos Trabalhadores e seus parceiros de coalizão no Congresso. O escândalo abalou a elite política do país, com dezenas de executivos e líderes de partidos presos ou sob investigação. Alguns dos assessores mais próximos de Lula estão entre os caídos, mas ele insistiu que não tinha conhecimento do acordo."

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Obama pede que escolas permitam que alunos escolham o banheiro de acordo com sua identificação de gênero.

O Departamento de Educação dos EUA, a pedido de Barack Obama, dirá em carta aos distritos escolares americanos que a lei federal exige que eles permitem que os alunos usem banheiros e vestiários "consistentes com a sua identidade de gênero”. A carta será enviada  nesta sexta-feira e é fruto de uma pressão para que a administração Obama seja mais incisiva na defesa dos direitos das pessoas trans.
O Departamento de Educação Americano sustenta que exigir dos estudantes transexuais a utilização de instalações do sexo de seu nascimento viola o Título IX, da lei de 1972, que proíbe a discriminação com base no sexo.
Na carta às escolas o Departamento afirma: "Quando uma escola oferece atividades e instalações segregando o sexo, os alunos transexuais devem ser autorizados a participar de tais atividades e acessar essas instalações de maneira compatível com a sua identidade de gênero".
A carta de orientação também trouxe alguns direitos aos alunos trans. Em uma nova interpretação da “Family Educational Rights and Privacy Act”, de 1974, o governo Obama decidiu proibir que uma escola divulgue publicamente o nome de nascimento de um estudante trans ou o seu sexo biológico, obrigando as escolas a mudar o sexo nos registros escolares e diretórios quando solicitado pelo aluno.
A carta é dirigida a todas as escolas que recebem financiamento federal, incluindo 16.500 distritos escolares e 7.000 faculdades, universidades e escolas de comércio. A recomendação também se aplicará às bibliotecas e museus que recebem ajuda federal.

A orientação da carta não tem força de lei, mas diz às instituições como o Departamento de Educação deseja que a questão de gênero seja tratada. A orientação, apesar de não ter força de lei, carrega uma ameaça implícita. Caso as instituições se recusem a cumpri-la, poderão perder a verba federal. 

Dilma poderá voltar se convencer dois Senadores a mudar o voto


A situação de Dilma Rousseff está muito complicada. Com ampla maioria, o Senado votou hoje pelo seu afastamento de até 180 dias. Era necessária a maioria simples dos votos para afastá-la, o equivalente a 41 votos, mas o placar foi muito além disso com 55 votos a favor do afastamento, 4 abstenções e apenas 22 contra. Entretanto, esse afastamento não é definitivo. Para que Dilma sofra o Impeachment ela ainda precisará ser julgada no plenário do Senado em uma sessão presidida pelo presidente do STF e, para ser condenada, precisará de 54 votos. Sabendo que hoje 55 senadores votaram pelo afastamento, bastaria a Presidente manter os votos contrários ao Impeachment que alcançou hoje e convencer dois senadores favoráreis a mudar de voto. Alguns senadores que ainda podem ser convencidos ou cooptados são Romário (PSB/RJ), Hélio José (PMDB/DF), Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE), Edison Lobão (PMDB/MA), Cristovam Buarque (PPS/DF) e Fernando Collor (PTC/AL). Caso consiga reverter o placar, Dilma reassume imediatamente.

Ministério de Temer é Branco e Homem

O possível Ministério de Michel Temer marca um retrocesso. Dos nomes já aventados não há nenhuma mulher, nem negros. A configuração ministerial também representa o velho jogo político praticados no governo PT e PSDB em que ministérios são concedidos aos partidos, e não a especialistas, em troca de apoio político no congresso. Tática extremamente prejudicial para o desenvolvimento do país.
Já estão definidos: Fazenda, Henrique Meirelles; Planejamento, Romero Jucá, investigado na Lava Lato; Casa Civil, Eliseu Padilha; Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; Agricultura, Blairo Maggi; Transportes, Maurício Quintella; Saúde, Ricardo Barros; Ministério Social, Osmar Terra; Ministério da Educação e Cultura, Mendonça Filho; Relações Exteriores, José Serra; Cidades, Bruno Araújo; Ciência e Tecnologia vai incorporar o Ministério das Comunicações, Gilberto Kassab. No Ministério de Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo, é o mais cotado.


IMPEACHMENT DE DILMA: Não é Golpe, mas também não é democrático.


OPINIÃO

Acompanhei de perto todas as fases do processo de impeachment, que já dura cinco meses. Virei as noites assistindo as comissões, passei horas ouvindo os parlamentares, li os pareceres de defesa e acusação, além de estudar o rito, os supostos crimes e o processo. Posso afirmar sem sombra de dúvida que NÃO estamos diante de um golpe. 

Para que exista um golpe precisamos de alguns elementos. Golpe é a tomada à força do poder. Isso é feito por um pequeno grupo de oficiais militares ou, ocasionalmente, outras elites sociais. Para tal, eles usam meios inconstitucionais ou "extralegais", fora dos limites do sistema político existente. No processo atual, isso não aconteceu. Todos os atos seguiram o rito legal e tinham previsão constitucional. Houve direito à ampla defesa, ao contraditório e todas as etapas ocorreram dentro dos limites legais. Ou seja, não podemos chamar de golpe.

Entretanto, não podemos dizer que o procedimento instaurado a partir de uma chantagem de Eduardo Cunha seja democrático. Existe no processo uma grave mancha que é o acórdão que foi costurado cinicamente nos bastidores pelo grupo político derrotado nas eleições de 2014 e o vice presidente, que se aproveitaram da fragilidade e incompetência do governo Dilma para chegar ao poder. Para tal, escolheram o primeiro pedido de impeachment que viram pela frente e seguiram adiante. 

Formalmente, Dilma está sendo impedida pelas pedaladas fiscais, um crime que 10 em cada 10 governadores e prefeitos cometem. Na prática, Dilma sai do governo por sua pura incompetência. Por mentir na campanha eleitoral, por afundar o Brasil numa de suas piores crises, por nunca ter conseguido dialogar com ninguém, por ter sido conivente com esquemas de corrupção pra se perpetuar no poder e, principalmente, por ter se envolvido com o que há de pior na política brasileira.

IMPEACHMENT: CNN diz que investidores torcem contra Dilma


A CNN interrompeu sua programação para repercutir Ao Vivo o Impeachment de Dilma. Dentre as pautas, a influência do processo nos jogos olímpicos e na economia. No âmbito dos esportes, a comentarista Christina Macfarlane defendeu que a repercussão do impeachment nos joga será mínima e que a grande preocupação sobre os jogos é, na verdade, o Zika Vírus, mostrando a preocupação do médico, Amir Attatan, que pediu o adiamento dos jogos por causa de um "desastre na saúde pública".

Na economia, a CNN mostrou um gráfico em que mostra o crescimento da BOVESPA frente ao risco de impedimento de Dilma e informou que os investidores estão torcendo pelo afastamento definitivo da Presidente. Reforçando o discurso, a CNN entrevistou ao vivo o jornalista brasileiro Ricardo Gandour, do Estadão, direto de Nova York. Gandour defendeu que a partir de agora os investidores recobrarão a confiança no Brasil e devem voltar a investir no país.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Apenas RedeTV e TV Brasil cobrem a votação no Senado Ao Vivo

Durante a madrugada, apenas a RedeTV e a TV Brasil cobrem Ao Vivo as discussões no Senado sobre o afastamento de Dilma Rousseff na TV aberta. A TV Brasil segue com comentaristas políticos com posicionamentos contrários ao afastamento e a RedeTV conta com a participação do Jornalista Reinaldo Azevedo que adota um posicionamento favorável ao impeachment.
Na TV fechada, BandNews, Record News e GloboNews transmitem as discussões desde a manhã desta quarta-feira. As duas TVs públicas do poder legislativo, TV Câmara e TV Senado, também fazem a transmissão sem interrupções. 

Na TV aberta, o SBT, assim como fez na votação da Câmara, ignora a votação e transmite o The Noite.


A TV Bandeirantes exibe a série "Elementary".


TV Record exibe o religioso "Fala que eu te escuto".


A TV Globo exibe "programa do Jô", gravado hoje mais cedo, que discute o impedimento de Dilma e exibe flashes ao vivo durante os comerciais.


As grandes televisões só devem voltar a transmitir imagens ao vivo do Senado no momento da votação nominal do afastamento, que deve ocorrer por volta das 6 da manhã. 

Collor: "O rito (do Impeachment) é o mesmo. O ritmo e o rigor, não"


Uma das falas mais esperadas na noite da votação do afastamento de Dilma Rousseff era do Senador Fernando Collor, ex-presidente que foi impedido em 1992. Collor vestiu a figura de vítima e iniciou seu pronunciamento fazendo uma comparação do processo de impeachment de Dilma Rousseff e o seu. Para Collor, "o rito do Impeachment é o mesmo, mas o ritmo e o rigor, não". Para o Senador, o seu processo de impeachment em 1992 foi conduzido "a toque de caixa", com apenas três meses de duração total do processo de afastamento. No atual processo de impeachment contra Dilma já se passaram oito meses e tudo pode se estender por mais seis até o julgamento final. Collor lembrou que seu afastamento ocorreu em apenas 48 horas depois da votação na câmara com um parecer da comissão do senado escrito em meia página. Para Dilma, se passaram vinte e três dias desde a votação na Câmara pra que o afastamento fosse votado no Senado e o parecer conta com 128 páginas. 
Collor concluiu alegando ter procurado acessores de Dilma para alertar sobre o risco de impeachment e oferecer ajuda para solucionar a crise política e econômica. A ajuda, segundo o senador, não foi aceita.
Collor alega também ter pedido pessoalmente que a presidente tentasse se reconciliar com o congresso e com os eleitores admitindo o seus erros e pedindo desculpas por ter mentido em campanha.
Collor encerrou fazendo críticas ao sistema presidencialista e dizendo que o cenário político está em ruínas.

Cristovam Buarque adianta voto a favor do afastamento de Dilma


O senador do PPS pelo Distrito Federal, Cristovam Buarque, adiantou seu voto hoje a tarde no palanque do Senado. Buarque disse que votará pela admissibilidade do Impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Para ele, votar contra a admissibilidade seria ignorar os indícios de atentado contra a lei orçamentária, as possíveis irregularidades do governo ao editar decretos de contingenciamento sem autorização do congresso e o relacionamento, segundo ele, espúrio entre bancos estatais e o tesouro nacional, com o intuito de manipular resultados eleitorais. O senador aproveitou para dizer que alertou por diversas vezes a Presidente do risco de suas políticas econômicas sem que fosse escutado. O senador também aproveitou para criticar os treze anos de governo do PT, do qual ele próprio participou por dois anos como Ministro da Educação no primeiro mandato de Lula. Cristovam foi demitido por telefone por Lula durante a reforma ministerial de 2004. Segundo o Senador, o PT e parcela da esquerda brasileira colocam o Brasil em risco ao não aceitar o afastamento da Presidente e defender a tese de “golpe”. Para Buarque, a esquerda brasileira envelheceu e mostra um profundo desapego à democracia ao manipular, cooptar e inventar narrativas. Segundo Buarque, o governo se empenhou em promover programas assistencialistas sem que de fato promovesse a transformação social. Para ele, o governo teria criado uma nação de consumidores e não de cidadãos, além de classificar o lema "Pátria Educadora" de falso slogan. Buarque negou que existe um golpe e lembrou que lutou contra a ditadura militar e que participou da passeata em apoio ao governador Miguel Arraes que estava sendo destituído pela Ditadura do governo de Pernambuco. Cristovam também pediu que, caso Dilma seja afastada, o Senado trate de explicar à população a razão do afastamento para que não exista nem a possibilidade de existir um "cheiro de golpe" na população brasileira. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Olimpíadas: Rivaldo reclama de violência e vira manchete internacional


Uma declaração de Rivaldo, Campeão do Mundo de Futebol em 2002, está causando um grande rebuliço na imprensa internacional. O jogador pediu em sua conta no Instagram que turistas não fossem aos jogos olímpicos por causa da violência. Rivaldo estava se pronunciando sobre a estudante Ana Beatriz Frade, de 17 anos, morta com um tiro durante um arrastão na Linha Amarela, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (7).

A declaração bombástica repercutiu forte na imprensa internacional que deu grande destaque à declaração. Associated Press, New York Times, Daily Mail, Goal, The Guardian e CBC estão entre os veículos que reproduziram a postagem de Rivaldo. Confira as manchetes.






















sexta-feira, 1 de abril de 2016

DIRCEU: “Dizer que isso é Golpe é falta de assunto”



Foram dias de grandes reviravoltas em Brasília e o clima ficou muito tenso. A oposição apontou na Câmara a falta de sustentabilidade da presidência e os seus indícios de prática de crimes de responsabilidade. O pedido de impeachment ganhou muita força diante da grande crise econômica e da baixa taxa de aprovação do governo. A base governista, por outro lado, tentou defender por várias vezes a sustentação do governo. Vários aliados tomaram o palanque da câmara e acusaram a oposição de estar desrespeitando o resultado das urnas e praticando um golpe contra a democracia. A oposição, por sua vez, acusou o governo de ter cometido um estelionato eleitoral para se reeleger. Aécio Neves se pronunciou e tomou o palanque para enfaticamente dizer que era necessário respeitar o resultado das urnas. José Dirceu, por outro lado, afirmou a jornalistas que quem chama o pedido de impeachment de golpe, na verdade, está com falta de assunto.

Você deve ter achado estranhas as declarações de Aécio e Dirceu. Pois é, posso dizer que essas afirmações são totalmente verídicas. A única coisa que fiz foi não colocar as declarações em seu contexto temporal. Todos os fatos relatados acima são verídicos, porém ocorridos em 1999. Naquele ano, PT e PSDB estavam em lados trocados. O PSDB era governo e o PT era oposição. Fernando Henrique Cardoso tinha acabado de ser reeleito em primeiro turno e também enfrentava uma grande crise política e econômica, como hoje enfrenta a presidente Dilma. Com a aprovação do governo FHC beirando os 13%, o Presidente também enfrentava acusações de crimes de responsabilidade e tentava derrubar pedidos de Impeachment protocolados na Câmara.

Liderados pelos petistas José Genoíno, José Dirceu e Milton Temer, o PT protocolou dois pedidos de impeachment contra um Presidente da República no início de 1999. Os pedidos faziam referência ao PROER, um programa de socorro a bancos, e supostas irregularidades nas privatizações que ocorreram no governo FHC. Ao todo, de 1990 a 2002, o PT protocolou nada menos que 50 pedidos de impeachment contra os presidentes Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. 

Os aliados a FHC acusaram os oposicionistas de criar instabilidade política com o pedido de Impeachment e de tramar um golpe contra a democracia. Na época, os petistas defenderam o pedido. José Genoíno, naquele momento deputado, disse: “E não venham dizer que a oposição quer apenas fazer a denúncia. Nós estamos com propostas, estamos com alternativas. Mas a oposição tem o dever de dizer a outro poder que não pode exercê-lo de maneira absoluta''. José Dirceu corroborou: “Qualquer deputado pode pedir à mesa a abertura de processo de impeachment contra o presidente da República. Dizer que isso é golpe é falta de assunto”.

Aécio Neves, na época, estava bastante preocupado em assegurar o resultado das urnas e respeitar a Democracia: “Ainda existe uma frustração enorme no peito desses parlamentares que não concordam ou não aceitam a deliberação majoritária da sociedade brasileira que pela segunda vez, em primeiro turno, deu a Fernando Henrique a Presidência da República”. Arthur Virgílio, também do PSDB, apelou para a necessidade de provas contra FHC: "Não consigo imaginar que possa passar por alguém que esteja em conformidade com a ideia que se deva consolidar um regime democrático neste país, (...) sem que se tenha razões suficientes para tal, propor o enquadramento do Sr. Presidente em crime de responsabilidade". 

Percebe-se claramente que em 2016, assim como em 1999, os discursos são os mesmos, apenas trocaram de partido.  Se antigamente o PT defendia a saída de um Presidente democraticamente eleito, porém impopular e com sérias acusações de crimes de responsabilidade, hoje defende que o resultado das urnas deve ser respeitado e o mandato da Presidente conservado, mesmo diante de sérios indícios de envolvimento em esquemas de corrupção. O PSDB, por sua vez, que antes acusava a oposição de tramar um golpe contra a democracia ao pedir o Impeachment de um presidente democraticamente eleito, hoje diz que o pedido de Impeachment está dentro da legalidade e respaldado pelo texto constitucional, mesmo que não exista uma prova concreta do envolvimento direto da Presidente em corrupção e que o motivo do Impeachment, as pedaladas fiscais, ainda seja motivo de debate jurídico se de fato se encaixaria como um crime de responsabilidade.

Os pedidos de Impeachment contra FHC foram entregues nas mãos de Michel Temer, o presidente da Câmara naquela época, que arquivou todos eles. Em 1999, o PMDB de Temer era aliado do PSDB de FHC e Aécio Neves. Depois do arquivamento, o PT recorreu em plenário pelo desarquivamento do Impeachment de FHC, que foi submetido a votação. Depois de quase duas horas de debate, o governo FHC enterrou o pedido por 342 votos a 100. A votação do desarquivamento pode ser vista nos vídeos abaixo.